Saturday, June 18, 2005

Tchau!

Quando ela foi embora
pensei em tudo,
menos em poesia: Tomei um porre!

E poetizei bêbado as ruas imundas,
Vomitando meu sentimento,
Como pichasse seu nome
nos muros da cidade,
abarrotados de propaganda política...

13 comments:

lady_bug_falling_star said...

Sim,Ricardo, cada vez mais me vejo mais indignada em ver que o PT está mesmo é querendo pegar o emprego do líder do PSDB...só tem essa explicação mesmo...rs...e são tão parecidos,sim.
Mas fico celiz em ver que a sociedade se comove com essa situação.Acho um bom sinal.

Maria Borges said...

Intenso. Sofrido. Lindo. Um beijo.

Luciane Pelagio said...

Ainda bem que a perda não calou tuas palavras. Lindo, poeta!
bjs.

Anonymous said...

...E porque as palavras andam arredias, digo somente, que é lindo o teu poema. E deixo beijo de carinho e saudade imensos, imensos, ambos.

Míriam Monteiro - http://migram.blog.uol.com.br

Anonymous said...

Vim só lhe desejar uma BOA NOITE!

___________00_"Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
________0000_ Mas há também quem garanta que nem todas,
______0000_ só as de verão.
____00000_ Mas no fundo isso não tem importância.
___00000_ O que interessa mesmo
__000000_ não são as noites em si,
_0000000_ são os sonhos.
_0000000_ Sonhos que o homem sonha sempre.
_0000__00_ Em todos os lugares,
_0000__00000000_ em todas as épocas do ano,
_000000000000_ dormindo ou acordado."
__0000000000___________________0
___0000_000000______Shakespeare_00
____00000_______0____________000
______000000__00000______000000
________000000000000000000000
__________00000000000000000
______________000000000


bjao

Be

uma poeta said...

Alguém sempre ganha com uma perda... desta vez, ganhamos nós!!

Liliane said...

oh do! e eu que nem bebo, faço o que?
bjokas

Márcia said...

bravo!

Elise said...

Intenso, desesperador.. 'Ela' sai aos jorros, mas fica a poesia que encanta, sempre. Beijos, poeta!

Dri do Antonio said...

A dor da ausência faz isso. Pior que saudade, é mais ácida... grande abraço, Ricardo...

Máximo Heleno Lustosa da Costa said...

Idéia bem legal esta:
"E o amor competindo nos muros das ruas, das praças, com os panfletos políticos..."
é engraçado este processo da poesia, as vezes, ela fica viva por um pedaço...
Dialogando com o seu poema, pensei:
"e os outros amores, menos importantes que o meu, e a sujeira dos riscos mais importantes que eu..."
Legal.

Anonymous said...

Bonito! Poeta que é poeta, sofre, molha o chão com suas lágrimas, mas o que mais gostei foi a parte do vômito nas paredes abarrotadas com panfletos políticos. Eles merecem que vomitemos neles, meu caro Ricardo. Beijokas da Anne

lady_bug_falling_star said...

Sobre a poesia,eu só queria dizer que é um clássico isso: não sentimos tanto a poesia nesses momentos.Preferimos o porre ás vezes não é mesmo?!Afinal,poeta que se preze é bem boêmio....rs
Beijão!