Wednesday, June 04, 2008

No Ventre da Aranha

Que rede esta em que agora me percebo?
Anti-útero
Onde buscava abrigo

Irresistível

E em meu vôo matei tantos seres
Só pra chegar
Ali onde tudo mudaria

Quieto espero os meses
Nutrindo o que me desfaz
Decompondo-me em lenta gestação

Onde a buceta que me faria de novo menino?
Não há, meu Deus,
Não há!

2 comments:

Fernanda said...

Onde a buceta que me faria de novo menino?
Não há, meu Deus,
Não há!

Preciso de um tempo pra conceber.Tua poesia é cada dia mais rasgada, apropriando-se daquilo que não se pode adquirir, no mundo que chamam de normal.Por isso, eu curto tanto!
Me pego pensando o que conduz um pensamento assim.Me pego imaginando onde estará essa buceta.Não há mesmo?
Se ousar mais com a imaginação, posso criar e inovar? OU viajei demais hoje?

Adrielly Soares said...

Eu achei engraçado o final.
E onde eu busco abrigo acabo sempre encontrando um coisa tão difícil de sair quanto a teia de uma aranha.

;*