Saturday, July 16, 2005

Poema da Redescoberta

Aprendi que não basta aprender
A ler o escrito nas entrelinhas
E o não-escrito por trás delas.

Para que possamos descobrir
A Essência, que homens mórbidos
Insistem em tentar velar
(Retirar da linha de nossa visão)
É preciso que, de repente,
Desmorone o grande castelo
(Que posto fosse de areia,
Parecia extremamente sólido).

Não basta perceber que o rei está nu
E desmascarar o discurso do poder,
É preciso se perceber nu,
Sentir vergonha, medo, insegurança...
Largar todas as tábuas de salvação,
Abrir mão das certezas,
E replantar, talvez no cimento,
Tudo que era morando
E mofo se tornou.

Ainda que correndo o risco
De não sobreviver.

15 comments:

Immortal X said...

Primeira!!! uhuuuu!
A primeira a comentar tal avalanche de idéias perfeitamente decoradas com suas palavras sempre certeiras e sábias!
Virei fã!
bjos

Maria Borges said...

Quanta coragem é necessária para dar esse salto mortal na vida? Mandar tudo, tudo mesmo, para o espaço? Ando alucinada para descobrir... Poesia direto na veia hoje... Beijo, Ricardo.

lady_bug_falling_star said...

É tão bom ver tuas palavras ,lê-las,são bálsamo,pq as absorvo de forma tão serena,aquiesço com elas...
Temos q nos desnudar de preeconceitos para entender a poesia.
Beijosss!

Luciane Pelagio said...

Gosto de ler e reler as linhas e entrelinhas da tua poesia.
bjs.

Anonymous said...

Às vezes é preciso despir a pele, abandonar o ninho, deixar ruir as paredes e, a partir de quase nada, reconstruir o sonho. Mesmo à revelia.

Meu beijo de carinho imenso,

Míriam Monteiro - http://migram.blog.uol.com.br

Anonymous said...

Oiee
Passando aqui para lhe desejar uma otima semana... bjao

Be

http://anjinha.betiza.zip.net

Anonymous said...

Olá!
Poema forte.
Atualizei meu blog colocando fotos de uma apresentação minha como Cinderela. Dá uma passadinha lá pra ver! Risos!

Beijinhos,
Paula.

Cleo said...

Nunca é o bastante ler entre ou além das entrelinhas. Há, como bem você o diz, que fazer o aprendizado do ver. Do ver além. Ainda que o ver além não seja belo.
Um beijo.

passageira said...

Ainda que correndo o risco de não se saber há que se acreditar num novo renascer! Seu poema é terrivelmente belo.

Passageira said...

Fiquei feliz e agradavelmente surpresa com seu retorno. Será um prazer tê-lo por lá sempre que quiser. Grande beijo.

Dri do Antonio said...

Olhar-nos como olhamos os outros, sem atenuantes, de forma crua, que difícil e que necessário... emocional, Ricardo... grande abraço...

Márcia said...

É olhar-se não com o olhar dos seus olhos do seu rosto, mas com os olhar dos seus olhos no espelho.

Beijo daqui.

Nilza said...

Olá, Ricardo!! Seus poemas são incomentáveis...rs (Existe essa palavra?) Suas idéias são muito bem colocadas nas palavras, parabéns pelo belo estílo!!
beijos e boa semana

Anonymous said...

Oi Ricardo, parabéns pela arte que nos encanta. Tens uma bela poesia e sobretudo a excelência na escrita, tb és um professor, rsrs. Sabes, gosto deste desnudar, é saudável a troca de pele, este redescobrir, cada vez que isso acontece é um crescer dentro de nós. Beijão e bom fds.

Anne a admiradora dos teus poemas.

Marcos said...

Viver, o que já não é difícil, torna-se ainda mais fácil quando chegamos a essas conclusões.