Hoje é domingo
Pé de cachimbo
O cachimbo é de louro
Currupaco papaco
Thursday, April 03, 2014
Saturday, May 18, 2013
Friday, January 11, 2013
SACRIOFÍCIO
A arte também morre, meu bom
Que é da tal restauração
E sua dicção pomposa?
Que é do ponto parnaso
E seus sonetos alexandrinos?
A arte também morre, meu bem
Que é de tantos gregos
E outros tantos troianos?
Que é de tantas peças
E tantos louros láureos?
A arte também morre, neném
Tudo morre, tudo morre.
Só o amor é que não!
Que é da tal restauração
E sua dicção pomposa?
Que é do ponto parnaso
E seus sonetos alexandrinos?
A arte também morre, meu bem
Que é de tantos gregos
E outros tantos troianos?
Que é de tantas peças
E tantos louros láureos?
A arte também morre, neném
Tudo morre, tudo morre.
Só o amor é que não!
Wednesday, August 01, 2012
Sunday, May 06, 2012
Wednesday, April 04, 2012
Saturday, March 03, 2012
DA ARTE
Não é porque o pão faz falta
Que asas não hão de fazer
Não é porque o corpo doi
Que alma não há de doer
Não é porque a pele é quente
Que o coração não há de ser
Não é porque o pão é necessário
Que asas não hão de ser
Que asas não hão de fazer
Não é porque o corpo doi
Que alma não há de doer
Não é porque a pele é quente
Que o coração não há de ser
Não é porque o pão é necessário
Que asas não hão de ser
Saturday, February 25, 2012
Monday, February 20, 2012
LETRA DE MÚSICA
Agora que tá tudo bem
Agora que cê tá de boa
Agora que já respiramos
Agora que a vida é
E não é
À toa
Temo perder seus olhos
Temo perder o encanto
Agora os filhos todos sãos
Agora os erros serão nossos?
Agora que a cama é macia
Agora que a cabeça está
Mas não é
Vazia
Temo perder seus olhos
Temo perder o encanto
Temo perder a hora
E o tom do teu
Encontro
Agora
Agora que cê tá de boa
Agora que já respiramos
Agora que a vida é
E não é
À toa
Temo perder seus olhos
Temo perder o encanto
Agora os filhos todos sãos
Agora os erros serão nossos?
Agora que a cama é macia
Agora que a cabeça está
Mas não é
Vazia
Temo perder seus olhos
Temo perder o encanto
Temo perder a hora
E o tom do teu
Encontro
Agora
Sunday, February 12, 2012
Sunday, July 11, 2010
UM CÉU TAMANHO
Outra vez
A estrada sinuosa do coração explode
Feito lua cheia dentro de balão
De um São João sem junho
Outra vez
A palma cobre
Órbitas marítimas
De tantas linhas
Outra vez
E outra vez
Até que
A estrada sinuosa do coração explode
Feito lua cheia dentro de balão
De um São João sem junho
Outra vez
A palma cobre
Órbitas marítimas
De tantas linhas
Outra vez
E outra vez
Até que
Saturday, July 03, 2010
ROCK AND ROLL
Eu canto
Por que motivo existe
Apaixonado e vingativo
Sou poeta
Eu canto
Porque o inimigo
Agora é parte de mim
Meu caleidoscópio
Eu canto
Porque ainda me resta
Uma festa a dançar
Sou de Olinda
Eu canto
Por que canto que encontro
Outro canto no meu
Claro e evidente
Eu canto
Porque ainda há espaço
Tempo e corpo
Sou poeta
Por que motivo existe
Apaixonado e vingativo
Sou poeta
Eu canto
Porque o inimigo
Agora é parte de mim
Meu caleidoscópio
Eu canto
Porque ainda me resta
Uma festa a dançar
Sou de Olinda
Eu canto
Por que canto que encontro
Outro canto no meu
Claro e evidente
Eu canto
Porque ainda há espaço
Tempo e corpo
Sou poeta
Saturday, June 26, 2010
Thursday, May 06, 2010
Erupções Cutâneas
Sem chance
Sem transe
Sem trança
Nem transa
Sem trama
Sem grana
Sem trema
Nem trena
Sem moira
Sem loira
Sem beira
Nem eira
Sem crash
Sem trash
Sem M.A.S.H.
Nem cash
Sem cancha
Sem ponche
Sem lanche
Nem brunch
Eu vou
Por que não?
Sem transe
Sem trança
Nem transa
Sem trama
Sem grana
Sem trema
Nem trena
Sem moira
Sem loira
Sem beira
Nem eira
Sem crash
Sem trash
Sem M.A.S.H.
Nem cash
Sem cancha
Sem ponche
Sem lanche
Nem brunch
Eu vou
Por que não?
Monday, December 14, 2009
De Bússolas e Caminhos
Estava escrito nas estrelas
Mas rasuramos o firmamento
E as marcas vermelhas
Na palma da minha alma
É que agora me servem de guia -
Cinzas trançadas em trilha
Mas rasuramos o firmamento
E as marcas vermelhas
Na palma da minha alma
É que agora me servem de guia -
Cinzas trançadas em trilha
Tuesday, December 01, 2009
Da Natureza dos Lobos
Alguns já nascem com defeito de fábrica, amor
É assim que eu sou
E esse sorriso que ilumina tudo
Não é senão o avesso do choro convulsivo sobre o próprio vômito
E é essa a moeda rara que te dou
É assim que eu sou
E esse sorriso que ilumina tudo
Não é senão o avesso do choro convulsivo sobre o próprio vômito
E é essa a moeda rara que te dou
Tuesday, May 26, 2009
Tuesday, April 07, 2009
Hoje as barcas saem da praia
E vão pro mar, em Salvador
É dia dois de fevereiro
É dia de Iemanjá!
Hoje na praia, em Itacuruçá
A imagem da mãe bonita
Recebe as oferendas de seus filhos.
Iemanjá, que dá e toma
E que quando se aborrece
Custa a perdoar
Iemanjá, de todas as velas
Iemanjá, dos que vêm
E dos que vão pra nunca mais
E vão pro mar, em Salvador
É dia dois de fevereiro
É dia de Iemanjá!
Hoje na praia, em Itacuruçá
A imagem da mãe bonita
Recebe as oferendas de seus filhos.
Iemanjá, que dá e toma
E que quando se aborrece
Custa a perdoar
Iemanjá, de todas as velas
Iemanjá, dos que vêm
E dos que vão pra nunca mais
Monday, March 02, 2009
Friday, October 24, 2008
Em Fortaleza, sobre lo mar
(barcas novas?)
A ambigüidade precisa
das palavras
O fluxo estabilizador
das ondas
Trajetórias
de aproximações e afastamentos
Vagas suficientes
para o vago
Vagas o suficiente
para o encontro
A ambigüidade precisa
das palavras
O fluxo estabilizador
das ondas
Trajetórias
de aproximações e afastamentos
Vagas suficientes
para o vago
Vagas o suficiente
para o encontro
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