Saturday, January 01, 2005

Poesia Residual

Não consigo escrever poemas
Sem ser exagerado
A hipérbole é minha terra
A paixão, meu arado

Me surpreendo, de repente,
Compondo versos rimados
Como quem respira sofregamente
A alma do inusitado

Eu escrevo como quem vive
Eu vivo como quem morre


(Desejo a todos os amigos do Poesia Residual um feliz 2005 e peço que mandem seus melhores pensamentos a Luiz Otávio Lopes, amigo de infância e irmão de alma e poesia que sofreu um derrame neste Natal. Que sejamos também solidários ao povo asiático, que não merecia a tragédia que está vivendo neste momento.)

8 comments:

Mylle said...

o primeiro verso é tão significativo... ele é tocante, eu gostei =)

Leila said...

"eu vivo com que morre"...
a cada momento, respira-se o que é novo sempre.
Tudo de vida e de novo por aqui nesse ano, Ricardo.
Beijão.

Anonymous said...

Olá, Ricardo!
Feliz 2005! Você merece tudo de bom neste ano que se inicia! Que possamos continuar esta amizade por muitos e muitos anos!
Quanto à poesia, gostei muito! Me identifiquei com a primeira estrofe. Apesar de não saber escrever poesias, sou muito exagerada com os meus sentimentos!

Mil beijinhos,
anniepaul(Paula)

Neysi said...

Obrigada Ricardo!
Boa viagem para vocês!

Beijo

Anonymous said...

Olá Ricardo, estimo melhoras significativas para teu amigo/irmão. Vidinha complicada, mas forças tb para ti.
Um belo poema, agradeço pela partilha. Beijo e bom ano com saúde.
Anne

m* said...

Gosto do seu jeito de fazer poemas. Exagerado? Não importa, é bonito demais e toca a alma de quem lê.

Que tenhamos força e coragem pra vivenciar os sustos que a vida nos impõe de vez em quando...

Beijo grande,
Margarida

Anonymous said...

E o poeta se supera uma vez mais. Lindo poema!
Shirley

Anonymous said...

A ausência do final de ano, me fez sentir saudade, muita e muita. Volto e deixo meu beijo de carinho...

Míriam Monteiro - http://migram.blog.uol.com.br