Erre esse e sei lá mais o quê
Meu amor
Eu gostava tanto de você
Saturday, May 17, 2008
Saturday, May 10, 2008
Sobre Heróis e Tumbas
Vamos passear no cemitério
Meu amor
Que o dia está lindo
E há tempo a perder
Vamos sentar junto às lápides
Declamar Jim Morrison
Rimbaud e Baudelaire
Vamos fazer pose
E pontificar
Até não mais poder
Que o dia está lindo
E a vida é nada
E há que matar o tempo
Além da TV
Vamos passear no cemitério
Meu amor
Meu amor
Que o dia está lindo
E há tempo a perder
Vamos sentar junto às lápides
Declamar Jim Morrison
Rimbaud e Baudelaire
Vamos fazer pose
E pontificar
Até não mais poder
Que o dia está lindo
E a vida é nada
E há que matar o tempo
Além da TV
Vamos passear no cemitério
Meu amor
Monday, May 05, 2008
ENOUGH IS ENOUGH
Não sei muito
Sei que amo
Tudo o mais é irrelevante
Mesmo a quem amo
Ou se sou amado
Sei que amo
E isso basta
Sei que amo
Tudo o mais é irrelevante
Mesmo a quem amo
Ou se sou amado
Sei que amo
E isso basta
Sunday, May 04, 2008
Futuro
Do que precisas, meu nobre amigo
É do futuro
No passado, já erraste e acertaste demais
Do que precisas, meu nobre amigo
É do futuro
É hora de acertar e errar outra vez
Futuro, futuro
O presente não existe
Intangível
Entre o segundo que se foi
E a expectativa logo frustrada
Futuro, futuro
Do que precisas, meu nobre amigo
É do futuro
É do futuro
No passado, já erraste e acertaste demais
Do que precisas, meu nobre amigo
É do futuro
É hora de acertar e errar outra vez
Futuro, futuro
O presente não existe
Intangível
Entre o segundo que se foi
E a expectativa logo frustrada
Futuro, futuro
Do que precisas, meu nobre amigo
É do futuro
Monday, April 28, 2008
Friday, April 25, 2008
Infantaria
Lá está o regimento de infantaria
Crianças brincando de soldado
Como convém a infantes
Aqui fora o mundo as espera
Sem final feliz
Crianças brincando de soldado
Como convém a infantes
Aqui fora o mundo as espera
Sem final feliz
Saturday, April 19, 2008
Sonata para um Homem Bom
(para um grande amigo)
Homens bons são de carne e osso
Também mentem
Também traem
São capazes de atos mesquinhos
E até de inveja
Mas homens bons são bons
Porque generosos
Capazes de enxergar para além de si mesmos
E do ódio
Que por vezes os toma
Homens bons choram no cinema
E sonham
Acima de tudo, sonham
Sonhos de paz
Para além do próprio umbigo
Homens bons são de carne e osso
Também mentem
Também traem
São capazes de atos mesquinhos
E até de inveja
Mas homens bons são bons
Porque generosos
Capazes de enxergar para além de si mesmos
E do ódio
Que por vezes os toma
Homens bons choram no cinema
E sonham
Acima de tudo, sonham
Sonhos de paz
Para além do próprio umbigo
Tuesday, April 15, 2008
Necromancia
Quantas vezes desisti
Outras tantas ressuscitei
Quantas vezes morto-vivo
Em busca de sangue
Tantas vezes eu menti
Quantas tantas renunciei
Tantas vezes insinuei olhares
Em um ante-anti-gozo
Desassossego quieto que
Mora me mim
Gritos que habitam meu olhar
Raramente minha garganta
Esta é plena de pássaros
Melodiosos
Vez por outra desafinados
Com o bico tinto de carmim
Outras tantas ressuscitei
Quantas vezes morto-vivo
Em busca de sangue
Tantas vezes eu menti
Quantas tantas renunciei
Tantas vezes insinuei olhares
Em um ante-anti-gozo
Desassossego quieto que
Mora me mim
Gritos que habitam meu olhar
Raramente minha garganta
Esta é plena de pássaros
Melodiosos
Vez por outra desafinados
Com o bico tinto de carmim
Wednesday, April 02, 2008
Portador de Necessidades Espaciais
Se me faltam asas
Me sobra desejo
Se me faltam foguetes
Me sobra tesão
Delírios
Sonhos lindos
Sonhos tortos
Sonhos
Lá vai minha cabeça flutuando rumo ao Sol
Me sobra desejo
Se me faltam foguetes
Me sobra tesão
Delírios
Sonhos lindos
Sonhos tortos
Sonhos
Lá vai minha cabeça flutuando rumo ao Sol
Sunday, March 30, 2008
Dia Indeciso
Ê diazinho indeciso
Feito as cordas do meu coração
Ora oitava acima sol alto
Ora a chuva de um mi bordão
Ê coração esquisito
Feito as cordas do meu violão
Insatisfeito com tudo e com todos
Sempre torto de tanta paixão
Da janela da bela cidade
Hospital, cemitério e
Contramão
Da casa que agora é minha
Saudades futuras
De nova ilusão
Feito as cordas do meu coração
Ora oitava acima sol alto
Ora a chuva de um mi bordão
Ê coração esquisito
Feito as cordas do meu violão
Insatisfeito com tudo e com todos
Sempre torto de tanta paixão
Da janela da bela cidade
Hospital, cemitério e
Contramão
Da casa que agora é minha
Saudades futuras
De nova ilusão
Tuesday, March 18, 2008
ATÉ A MANHÃ
Deus abençoe os que apostam
Os que arriscam
Os que magoam sem querer magoar
Os que amam demais
Deus abençoe toda malícia inocente
E a ausência de maldade
Toda vontade
Todo desejo
Deus abençoe os que não guardam rancor
E guarde os que tentam
Entender quem não são
Pois deles é a Lua que o amor acende
Os que arriscam
Os que magoam sem querer magoar
Os que amam demais
Deus abençoe toda malícia inocente
E a ausência de maldade
Toda vontade
Todo desejo
Deus abençoe os que não guardam rancor
E guarde os que tentam
Entender quem não são
Pois deles é a Lua que o amor acende
Wednesday, February 20, 2008
Dias Bipolares
Agora que você descobriu
Que ser feliz não é fácil
Eu desejo a você um amor assim
Real e etéreo
De dias felizes e outros nem tanto
Porque agora você descobriu
Que ser feliz não é fácil
E a vida escorre pelo canto da boca
Que ser feliz não é fácil
Eu desejo a você um amor assim
Real e etéreo
De dias felizes e outros nem tanto
Porque agora você descobriu
Que ser feliz não é fácil
E a vida escorre pelo canto da boca
Sunday, January 13, 2008
Texting
Não é fobia de altura
É a atração do abismo
Estou no meu elemento
A tempestade é o meu elemento
E aqui eu sou feliz
Não é medo da morte
É o tesão do risco
A perda é sina de quem ama
E só assim eu sou
Feliz por ter sido
Não é a certeza da solidão
É a leveza da esperança
E todas as suas toneladas
É a atração do abismo
Estou no meu elemento
A tempestade é o meu elemento
E aqui eu sou feliz
Não é medo da morte
É o tesão do risco
A perda é sina de quem ama
E só assim eu sou
Feliz por ter sido
Não é a certeza da solidão
É a leveza da esperança
E todas as suas toneladas
Wednesday, January 09, 2008
Onde
Em dias como hoje
Caras como eu
Queriam nem ter nascido
Em dias como hoje
Caras como eu
Tentam não escrever
Poemas confessionais
Em dias como hoje
Caras como eu
Queriam ainda
Poder te ligar
Em dias como hoje
Caras como eu
Já não sabem mais
Dias como hoje,
Caras como eu...
Caras como eu
Queriam nem ter nascido
Em dias como hoje
Caras como eu
Tentam não escrever
Poemas confessionais
Em dias como hoje
Caras como eu
Queriam ainda
Poder te ligar
Em dias como hoje
Caras como eu
Já não sabem mais
Dias como hoje,
Caras como eu...
Tuesday, January 01, 2008
Friday, November 23, 2007
A QUE SERÁ QUE SE DESTINA?
Entre mortos e os que ainda virão
Existimos
Criamos passados e os projetamos
No futuro
A que será que se destinam?
Nossas pequenas vidas
Com suas pequenas tragédias e
Pequenos milagres
Com sua mediocridade patética
E seus momentos de plenitude
A que será que se destina?
Eu ter amado tanto
Errado tanto
Sofrido e feito sofrer
A que se destinam?
Boas e más intenções
Rigidez cadavérica de princípios
E complacência desmedida
Com os próprios erros
A que será que se destina?
A beleza em cada pequena coisa
E a vergonha revelada
Em um estranho esplendor
A que será que nos destinamos?
A construir pontes?
A cimentar muros?
A pedir perdão um milhão de vezes?
A decepcionar quem entende tudo
E quem não entende nada?
A plantar livro e escrever árvore?
A criar um filho feliz?
Talvez...
Ou talvez apenas a passar
Sem alarde
Pelo único milagre possível
Existimos
Criamos passados e os projetamos
No futuro
A que será que se destinam?
Nossas pequenas vidas
Com suas pequenas tragédias e
Pequenos milagres
Com sua mediocridade patética
E seus momentos de plenitude
A que será que se destina?
Eu ter amado tanto
Errado tanto
Sofrido e feito sofrer
A que se destinam?
Boas e más intenções
Rigidez cadavérica de princípios
E complacência desmedida
Com os próprios erros
A que será que se destina?
A beleza em cada pequena coisa
E a vergonha revelada
Em um estranho esplendor
A que será que nos destinamos?
A construir pontes?
A cimentar muros?
A pedir perdão um milhão de vezes?
A decepcionar quem entende tudo
E quem não entende nada?
A plantar livro e escrever árvore?
A criar um filho feliz?
Talvez...
Ou talvez apenas a passar
Sem alarde
Pelo único milagre possível
Wednesday, November 14, 2007
PLEADING GUILTY (Good Intentions)
I declare myself guilty
Of loving too much
Of unacceptable love
And of murdering others' love
Towards myself
I declare myself guilty
Of deceiving and lying to myself
Of desrespecting my own feelings
And of making things worse
Whenever I tried to make them right
I accept the charges
That I did kill the hearts
Of others and my own
That I murdered beauty and innocence
In others and myself
That I shamefully killed love
In the name of love
However, I beg not for merce nor redemption
I've been doing my sentence
As quietly as I can
43 years have already been done
And many more are expected to come
And many more are expected to come
Of loving too much
Of unacceptable love
And of murdering others' love
Towards myself
I declare myself guilty
Of deceiving and lying to myself
Of desrespecting my own feelings
And of making things worse
Whenever I tried to make them right
I accept the charges
That I did kill the hearts
Of others and my own
That I murdered beauty and innocence
In others and myself
That I shamefully killed love
In the name of love
However, I beg not for merce nor redemption
I've been doing my sentence
As quietly as I can
43 years have already been done
And many more are expected to come
And many more are expected to come
Tuesday, November 06, 2007
DOR DE MENINO NESSA HORA
Nem aquilo a que me entrego
Nem alegria de cais de porto
Nem a cor do teu sorriso
Nem a tua boceta nua
Nem as flores do que quis
Nem poemas que não fiz
Nem as árvores desenhadas
Nem o meu cacete duro
Nem casinha nem varanda
Nem teus fogos e artifícios
Nem minha língua na tua
Nem mil beijos de amor
Nada me consola nessa hora,
Nada!
Só dor
Só dor de menino sem razão
Nem alegria de cais de porto
Nem a cor do teu sorriso
Nem a tua boceta nua
Nem as flores do que quis
Nem poemas que não fiz
Nem as árvores desenhadas
Nem o meu cacete duro
Nem casinha nem varanda
Nem teus fogos e artifícios
Nem minha língua na tua
Nem mil beijos de amor
Nada me consola nessa hora,
Nada!
Só dor
Só dor de menino sem razão
Saturday, October 06, 2007
Eu Vi o Dia Amanhecer em Liverpool
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
E o seu olhar estava
No meu olhar
Que já não era mais meu
Mas de um garoto
Grávido de tantos sonhos
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
Fazia sol, ventava frio
E em todo o caminho
Das docas de verdade
Feias e produtivas com seus odores
Até Albert Dock e
Seus encantos de turista
O peito daquele garoto
Estava tão cheio que
O Mersey parecia caber
E não caber nele a um só tempo
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
E já sem idade
Celebrei com o garoto
No novo Cavern
Aos goles, acordes e lágrimas de
Tantos Johns
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
E foi como se a vida,
Dolorosamente bela,
Dançasse pra mim
Uma dança de subúrbio
Do Rio de Janeiro
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
E o seu olhar estava
No meu olhar
Que já não era mais meu
Mas de um garoto
Grávido de tantos sonhos
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
Fazia sol, ventava frio
E em todo o caminho
Das docas de verdade
Feias e produtivas com seus odores
Até Albert Dock e
Seus encantos de turista
O peito daquele garoto
Estava tão cheio que
O Mersey parecia caber
E não caber nele a um só tempo
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
E já sem idade
Celebrei com o garoto
No novo Cavern
Aos goles, acordes e lágrimas de
Tantos Johns
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
E foi como se a vida,
Dolorosamente bela,
Dançasse pra mim
Uma dança de subúrbio
Do Rio de Janeiro
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
Monday, October 01, 2007
Em Setembro, no Velho Continente
Em setembro, no velho continente
As folhas se vão
No último dia de setembro
No velho continente
O dourado do chão
Esconde perdas irreversíveis
Que os outubros que virão
Não podem curar
Pois estamos no velho continente
E tudo só tende a se perder
Em setembro, no velho continente
No último dia de setembro
No velho continente
Algo de precioso se foi pra sempre de mim
As folhas se vão
No último dia de setembro
No velho continente
O dourado do chão
Esconde perdas irreversíveis
Que os outubros que virão
Não podem curar
Pois estamos no velho continente
E tudo só tende a se perder
Em setembro, no velho continente
No último dia de setembro
No velho continente
Algo de precioso se foi pra sempre de mim
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