Isso,
de se buscar sempre e exatamente o equilíbrio,
ainda vai nos levar
aquém
Saturday, June 26, 2010
Thursday, May 06, 2010
Erupções Cutâneas
Sem chance
Sem transe
Sem trança
Nem transa
Sem trama
Sem grana
Sem trema
Nem trena
Sem moira
Sem loira
Sem beira
Nem eira
Sem crash
Sem trash
Sem M.A.S.H.
Nem cash
Sem cancha
Sem ponche
Sem lanche
Nem brunch
Eu vou
Por que não?
Sem transe
Sem trança
Nem transa
Sem trama
Sem grana
Sem trema
Nem trena
Sem moira
Sem loira
Sem beira
Nem eira
Sem crash
Sem trash
Sem M.A.S.H.
Nem cash
Sem cancha
Sem ponche
Sem lanche
Nem brunch
Eu vou
Por que não?
Monday, December 14, 2009
De Bússolas e Caminhos
Estava escrito nas estrelas
Mas rasuramos o firmamento
E as marcas vermelhas
Na palma da minha alma
É que agora me servem de guia -
Cinzas trançadas em trilha
Mas rasuramos o firmamento
E as marcas vermelhas
Na palma da minha alma
É que agora me servem de guia -
Cinzas trançadas em trilha
Tuesday, December 01, 2009
Da Natureza dos Lobos
Alguns já nascem com defeito de fábrica, amor
É assim que eu sou
E esse sorriso que ilumina tudo
Não é senão o avesso do choro convulsivo sobre o próprio vômito
E é essa a moeda rara que te dou
É assim que eu sou
E esse sorriso que ilumina tudo
Não é senão o avesso do choro convulsivo sobre o próprio vômito
E é essa a moeda rara que te dou
Tuesday, May 26, 2009
Tuesday, April 07, 2009
Hoje as barcas saem da praia
E vão pro mar, em Salvador
É dia dois de fevereiro
É dia de Iemanjá!
Hoje na praia, em Itacuruçá
A imagem da mãe bonita
Recebe as oferendas de seus filhos.
Iemanjá, que dá e toma
E que quando se aborrece
Custa a perdoar
Iemanjá, de todas as velas
Iemanjá, dos que vêm
E dos que vão pra nunca mais
E vão pro mar, em Salvador
É dia dois de fevereiro
É dia de Iemanjá!
Hoje na praia, em Itacuruçá
A imagem da mãe bonita
Recebe as oferendas de seus filhos.
Iemanjá, que dá e toma
E que quando se aborrece
Custa a perdoar
Iemanjá, de todas as velas
Iemanjá, dos que vêm
E dos que vão pra nunca mais
Monday, March 02, 2009
Friday, October 24, 2008
Em Fortaleza, sobre lo mar
(barcas novas?)
A ambigüidade precisa
das palavras
O fluxo estabilizador
das ondas
Trajetórias
de aproximações e afastamentos
Vagas suficientes
para o vago
Vagas o suficiente
para o encontro
A ambigüidade precisa
das palavras
O fluxo estabilizador
das ondas
Trajetórias
de aproximações e afastamentos
Vagas suficientes
para o vago
Vagas o suficiente
para o encontro
Tuesday, September 16, 2008
Peace Of My Heart
Quero abrir meu coração
Pra tudo o que vier
Mostrar aurículas e ventrículos
Esguichar sangue sorridente
Quero você vermelha bebendo
Cada gota do que sou
Entrando em mim assim
Feito ar na traquéia
Tingindo de rosa
A massa cinzenta do meu crânio aberto
Miolos à milanesa
Have just a little piece of my mind, baby
Pra você me devorar
Eu no teu sexo e você no meu
Regurgitando nossa paz turbulenta de paixão,
Quero abrir teu coração
Pra tudo o que vier
Mostrar aurículas e ventrículos
Esguichar sangue sorridente
Quero você vermelha bebendo
Cada gota do que sou
Entrando em mim assim
Feito ar na traquéia
Tingindo de rosa
A massa cinzenta do meu crânio aberto
Miolos à milanesa
Have just a little piece of my mind, baby
Pra você me devorar
Eu no teu sexo e você no meu
Regurgitando nossa paz turbulenta de paixão,
Quero abrir teu coração
Tuesday, August 19, 2008
Carta da Japuíba
Fica decretado que todos os erros do passado
Ficarão no passado
E os acertos se prolongarão
Até a eternidade
Fica decretado que todo adulto brincará com crianças
Ao menos duas vezes por semana
Devendo essa freqüência ser aumentada
Até que não se possa mais separar o adulto da criança
Fica decretado ainda que a solidariedade
Será o princípio que governará o mundo
E que todo amor ao acabar
Será convertido automaticamente em amizade
Fica decretado por fim que o sexo
Será uma brincadeira feliz entre crianças que cresceram
Sendo os casos omissos resolvidos
Por consulta ao Estatuto do Homem, de Thiago de Mello
Ficarão no passado
E os acertos se prolongarão
Até a eternidade
Fica decretado que todo adulto brincará com crianças
Ao menos duas vezes por semana
Devendo essa freqüência ser aumentada
Até que não se possa mais separar o adulto da criança
Fica decretado ainda que a solidariedade
Será o princípio que governará o mundo
E que todo amor ao acabar
Será convertido automaticamente em amizade
Fica decretado por fim que o sexo
Será uma brincadeira feliz entre crianças que cresceram
Sendo os casos omissos resolvidos
Por consulta ao Estatuto do Homem, de Thiago de Mello
Friday, August 15, 2008
Monday, August 11, 2008
Thursday, July 17, 2008
Tuesday, June 24, 2008
EVOÉ!
Lennon & McCartney
Paulinho da Viola
Tardes de sábado
Papos, cores e sons
Filmes de Woody Allen
Anos Incríveis, Coppola
Chopps amarelinhos
Laços e Porcos com Asas
Circos voadores, celsos e lobos
E o tempo em que eu acreditava
Carmos, marias e cláudias
E Caio Fernando Abreu
Aulas e beijos roubados
Stratford-Upon-Avon
Milagres em que só eu acredito
E o teu sorriso perfeito
E tudo o que eu não digo
Por carência de papel e memória
Cirandas na Costa Verde
E o gosto do teu abraço
A ser continuado...
Paulinho da Viola
Tardes de sábado
Papos, cores e sons
Filmes de Woody Allen
Anos Incríveis, Coppola
Chopps amarelinhos
Laços e Porcos com Asas
Circos voadores, celsos e lobos
E o tempo em que eu acreditava
Carmos, marias e cláudias
E Caio Fernando Abreu
Aulas e beijos roubados
Stratford-Upon-Avon
Milagres em que só eu acredito
E o teu sorriso perfeito
E tudo o que eu não digo
Por carência de papel e memória
Cirandas na Costa Verde
E o gosto do teu abraço
A ser continuado...
Wednesday, June 04, 2008
No Ventre da Aranha
Que rede esta em que agora me percebo?
Anti-útero
Onde buscava abrigo
Irresistível
E em meu vôo matei tantos seres
Só pra chegar
Ali onde tudo mudaria
Quieto espero os meses
Nutrindo o que me desfaz
Decompondo-me em lenta gestação
Onde a buceta que me faria de novo menino?
Não há, meu Deus,
Não há!
Anti-útero
Onde buscava abrigo
Irresistível
E em meu vôo matei tantos seres
Só pra chegar
Ali onde tudo mudaria
Quieto espero os meses
Nutrindo o que me desfaz
Decompondo-me em lenta gestação
Onde a buceta que me faria de novo menino?
Não há, meu Deus,
Não há!
Monday, June 02, 2008
Canção Familiar
Todo homem é uma puta
Toda mulher canalha
E é bom que seja assim
Crescei e multiplicai-vos
Todo gozo é uma lágrima
Toda dor tem seu gemido
E há limites, meu Deus, limites!
Bem-aventurados os medíocres
Bem-aventurados os que cultivam
Essa felicidade meia-boca
Cerebral
Esse apagamento (apartamento?) de tantos desvios
Essa história reescrita
Com seus mortos no armário
Bem-aventurada seja sua consciência tranqüila
E a suprema alegria
De uma TV sonolenta em tantos longos domingos
Toda mulher canalha
E é bom que seja assim
Crescei e multiplicai-vos
Todo gozo é uma lágrima
Toda dor tem seu gemido
E há limites, meu Deus, limites!
Bem-aventurados os medíocres
Bem-aventurados os que cultivam
Essa felicidade meia-boca
Cerebral
Esse apagamento (apartamento?) de tantos desvios
Essa história reescrita
Com seus mortos no armário
Bem-aventurada seja sua consciência tranqüila
E a suprema alegria
De uma TV sonolenta em tantos longos domingos
Saturday, May 17, 2008
Saturday, May 10, 2008
Sobre Heróis e Tumbas
Vamos passear no cemitério
Meu amor
Que o dia está lindo
E há tempo a perder
Vamos sentar junto às lápides
Declamar Jim Morrison
Rimbaud e Baudelaire
Vamos fazer pose
E pontificar
Até não mais poder
Que o dia está lindo
E a vida é nada
E há que matar o tempo
Além da TV
Vamos passear no cemitério
Meu amor
Meu amor
Que o dia está lindo
E há tempo a perder
Vamos sentar junto às lápides
Declamar Jim Morrison
Rimbaud e Baudelaire
Vamos fazer pose
E pontificar
Até não mais poder
Que o dia está lindo
E a vida é nada
E há que matar o tempo
Além da TV
Vamos passear no cemitério
Meu amor
Monday, May 05, 2008
ENOUGH IS ENOUGH
Não sei muito
Sei que amo
Tudo o mais é irrelevante
Mesmo a quem amo
Ou se sou amado
Sei que amo
E isso basta
Sei que amo
Tudo o mais é irrelevante
Mesmo a quem amo
Ou se sou amado
Sei que amo
E isso basta
Sunday, May 04, 2008
Futuro
Do que precisas, meu nobre amigo
É do futuro
No passado, já erraste e acertaste demais
Do que precisas, meu nobre amigo
É do futuro
É hora de acertar e errar outra vez
Futuro, futuro
O presente não existe
Intangível
Entre o segundo que se foi
E a expectativa logo frustrada
Futuro, futuro
Do que precisas, meu nobre amigo
É do futuro
É do futuro
No passado, já erraste e acertaste demais
Do que precisas, meu nobre amigo
É do futuro
É hora de acertar e errar outra vez
Futuro, futuro
O presente não existe
Intangível
Entre o segundo que se foi
E a expectativa logo frustrada
Futuro, futuro
Do que precisas, meu nobre amigo
É do futuro
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