indignação
indigna ação
inação
in ação
indigna
indigna nação
Friday, June 29, 2007
Wednesday, June 13, 2007
são nove horas
e agora sim eu nasci
na boca tristeza de menino velho
arrancado modernamente do chão
fundador de futuros interrompidos
são nove horas
e agora sim eu nasci
e o vazio de tantas presenças
ameaça rolar do meu rosto
política de afetos
são nove horas
e agora sim eu nasci
você está aqui
onde está você?
são nove horas
e agora sim eu nasci
e agora sim eu nasci
na boca tristeza de menino velho
arrancado modernamente do chão
fundador de futuros interrompidos
são nove horas
e agora sim eu nasci
e o vazio de tantas presenças
ameaça rolar do meu rosto
política de afetos
são nove horas
e agora sim eu nasci
você está aqui
onde está você?
são nove horas
e agora sim eu nasci
Wednesday, June 06, 2007
Friday, May 04, 2007
Saturday, April 21, 2007
A CIDADE SAI DE MIM
(para Angra dos Reis)
A cidade sai de mim
Lentamente
Como sangue que escorre
Lento e quente
Do ferimento
A cidade sai de mim
Lentamente
Como lágrima que escorre
Lenta e quente
Do coração
A cidade sai de mim
Rascante
Como amor impotente
Seco e frio
De tristeza
A cidade não sai de mim
A cidade sai de mim
Lentamente
Como sangue que escorre
Lento e quente
Do ferimento
A cidade sai de mim
Lentamente
Como lágrima que escorre
Lenta e quente
Do coração
A cidade sai de mim
Rascante
Como amor impotente
Seco e frio
De tristeza
A cidade não sai de mim
Friday, April 13, 2007
FIM DE LINHA
Não leio mais as previsões pro teu signo
No horóscopo do jornal
Nem espero em vão por um comentário teu
Nos poemas do meu blog
Não entupo mais teu celular
Com mensagens desesperadas
Nem te imponho presentes,
Canções ou filmes pirateados
Não te indico mais livros
Nem te empresto os meus
Claramente, se ainda estás viva
Então quem morreu fui eu
No horóscopo do jornal
Nem espero em vão por um comentário teu
Nos poemas do meu blog
Não entupo mais teu celular
Com mensagens desesperadas
Nem te imponho presentes,
Canções ou filmes pirateados
Não te indico mais livros
Nem te empresto os meus
Claramente, se ainda estás viva
Então quem morreu fui eu
Saturday, March 31, 2007
Wednesday, March 21, 2007
Eternidade Breve
Ontem teu rosto me veio assim
Feito um sonho bom
Sem remorsos nem esperança
Somente a eternidade do breve instante
Feito um sonho bom
Sem remorsos nem esperança
Somente a eternidade do breve instante
Saturday, March 10, 2007
Assassinato
Você não vê
O sangue manchando o teclado
Nem pode adivinhar na tela
Os restos mortais
De tantos sorrisos
O sangue manchando o teclado
Nem pode adivinhar na tela
Os restos mortais
De tantos sorrisos
Saturday, February 03, 2007
Lembranças do Futuro
Teus azuis ainda estão
em tudo o que ouço
E teu gosto teima em brilhar
em vagas imagens de tanta memória
Nada a fazer
e tudo por ser feito
Pois tudo o que foi feito
ainda está por fazer
Lembranças de futuros possíveis,
estados eternos de vir a ser
em tudo o que ouço
E teu gosto teima em brilhar
em vagas imagens de tanta memória
Nada a fazer
e tudo por ser feito
Pois tudo o que foi feito
ainda está por fazer
Lembranças de futuros possíveis,
estados eternos de vir a ser
Saturday, January 27, 2007
EPPUR SI MUOVE
Não sei o que esse meu coração tem
Que não consegue se aquietar
Alma de artista sem talento
Palma de velas e tormentas
Eu vivo como quem morre
Eu morro como quem nasce
Que não consegue se aquietar
Alma de artista sem talento
Palma de velas e tormentas
Eu vivo como quem morre
Eu morro como quem nasce
Saturday, January 13, 2007
OUROANA
(Sampleando Saramago)
Ouroana chama-se ela
Em quem não pára de pensar
E se vê-la é tão raro
Qualquer letra vira seu signo
E isso basta para o encontro
Pois só há que temer o fim se ele vier
Antes que possa tocar-lhe o ouro
Ouro que lhe toca
A cada toque de seus ícones
Ouroana, Maria Sara, Anamor
Magia da palavra, do nome, da carne
Ouroana, como te chamas?
Maria Sara, Anamor
Ouroana chama-se ela
Em quem não pára de pensar
E se vê-la é tão raro
Qualquer letra vira seu signo
E isso basta para o encontro
Pois só há que temer o fim se ele vier
Antes que possa tocar-lhe o ouro
Ouro que lhe toca
A cada toque de seus ícones
Ouroana, Maria Sara, Anamor
Magia da palavra, do nome, da carne
Ouroana, como te chamas?
Maria Sara, Anamor
Saturday, January 06, 2007
A 4 Mãos
(Humano, Demasiadamente Humano)
Nada estava escrito
No M de nossas palmas
E ainda assim o pudemos ler
Não havia quaisquer sinais
E os plantamos
Em cada esquina
E nas estrelas só se via
O brilho projetado
Emprestado do nosso olhar
Nossa linda, linda história
O destino não a escreveu
Mas por querer o fizemos você e eu
Nada estava escrito
No M de nossas palmas
E ainda assim o pudemos ler
Não havia quaisquer sinais
E os plantamos
Em cada esquina
E nas estrelas só se via
O brilho projetado
Emprestado do nosso olhar
Nossa linda, linda história
O destino não a escreveu
Mas por querer o fizemos você e eu
Saturday, December 23, 2006
Pequenos Milagres
Minhas palavras não guardam mistérios
Nenhuma essência por trás do opaco
E, no entanto,
Tentam agarrar milagres
Sentidos que empresto
Ao eterno retorno do teu sorriso
Nenhuma essência por trás do opaco
E, no entanto,
Tentam agarrar milagres
Sentidos que empresto
Ao eterno retorno do teu sorriso
Saturday, December 16, 2006
FALTA
Alma
Ar
Linha da vida
Mão pequena
Dedos finos
Meu sorriso
Palma
Par
Vinho tinto
Pele alva
Lábios vivos
Eu menino
Falta
Faz
E sempre fará
A coragem que não tive
Ar
Linha da vida
Mão pequena
Dedos finos
Meu sorriso
Palma
Par
Vinho tinto
Pele alva
Lábios vivos
Eu menino
Falta
Faz
E sempre fará
A coragem que não tive
Monday, November 06, 2006
Lugar Comum
O que desejo para nós
É um lugar comum
Nem mais nem menos
Que tempo já não temos
O que desejo para ti
É uma alegria besta
Mesmo com tantos literatos
De quinta e sexta
O que desejo para mim
É fim de comédia romântica
Que pra quem ama
Melhor que Greenaway é um belo drama
O que desejo, enfim
É passeio de mãos dadas
Em quinta ensolarada
Bola colorida e dragão chinês
O que desejo pra vocês
É ver de boa vista
Simples vôo de isopor
Levando meus humores para além do seu pudor
É um lugar comum
Nem mais nem menos
Que tempo já não temos
O que desejo para ti
É uma alegria besta
Mesmo com tantos literatos
De quinta e sexta
O que desejo para mim
É fim de comédia romântica
Que pra quem ama
Melhor que Greenaway é um belo drama
O que desejo, enfim
É passeio de mãos dadas
Em quinta ensolarada
Bola colorida e dragão chinês
O que desejo pra vocês
É ver de boa vista
Simples vôo de isopor
Levando meus humores para além do seu pudor
Saturday, November 04, 2006
Anatomia
Ar te faço
E te respiro
Te processo como posso
Enquanto escapas dos meus olhos
Meu olfato denuncia
A perfeição desse teu nome
Cujo toque me remete
Ao colo úmido de Iemanjá
Onde repouso minha mente
E o cansaço de te amar
Me faz de novo semente
De um caminhar imponderável
E te respiro
Te processo como posso
Enquanto escapas dos meus olhos
Meu olfato denuncia
A perfeição desse teu nome
Cujo toque me remete
Ao colo úmido de Iemanjá
Onde repouso minha mente
E o cansaço de te amar
Me faz de novo semente
De um caminhar imponderável
Saturday, October 07, 2006
Ainda Torto
Escrevo-me e reescrevo-me
em cada verso que sangra surdo
dentro de mim
ou brota líquido do meu olhar
Um poeta não se faz com versos
É o risco de se desconstruir
e reinventar a cada salto
no escuro e sem rede
Pois sobre viver e sobre escrever
de cachorros vivos ou mortos
mais vale a mais valia da ironia
Poesia, vida
Ao que parece não há
Onde a saída?
Pra mim chega!
em cada verso que sangra surdo
dentro de mim
ou brota líquido do meu olhar
Um poeta não se faz com versos
É o risco de se desconstruir
e reinventar a cada salto
no escuro e sem rede
Pois sobre viver e sobre escrever
de cachorros vivos ou mortos
mais vale a mais valia da ironia
Poesia, vida
Ao que parece não há
Onde a saída?
Pra mim chega!
Sunday, July 09, 2006
Orbitais
Todo amor é para sempre
Ainda que relações acabem
E sejam muitos os amores
Pois todos os amores são para sempre
Todos os encontros são reencontros
Ainda que inaugural seja a fagulha
E único seja o encontro
Pois todo encontro é reencontro
E essa luz que cega e atrai
Não é senão trança
De mil fiapos de brilho
Fiapos de estranhos movimentos
Em que orbitamos uns aos outros
Da gravidade ao infinito
Ainda que relações acabem
E sejam muitos os amores
Pois todos os amores são para sempre
Todos os encontros são reencontros
Ainda que inaugural seja a fagulha
E único seja o encontro
Pois todo encontro é reencontro
E essa luz que cega e atrai
Não é senão trança
De mil fiapos de brilho
Fiapos de estranhos movimentos
Em que orbitamos uns aos outros
Da gravidade ao infinito
Tuesday, June 13, 2006
Amores Líquidos
Amo-te em todos os meus amores
E todos os meus amores brilham no teu olhar
Todos os gostos que provei
São um
E uno é o beijo que a tantas te dei
Múltiplo entrelace
Pernas, braços e almas
Canto daquilo que nunca se consome
Mas que ama
E cujo único epicentro é o amor
Múltiplo, uno e intenso
Leves sejam nossas almas líquidas
Que transbordam de nós
Por tanto amor
E todos os meus amores brilham no teu olhar
Todos os gostos que provei
São um
E uno é o beijo que a tantas te dei
Múltiplo entrelace
Pernas, braços e almas
Canto daquilo que nunca se consome
Mas que ama
E cujo único epicentro é o amor
Múltiplo, uno e intenso
Leves sejam nossas almas líquidas
Que transbordam de nós
Por tanto amor
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