Ê diazinho indeciso
Feito as cordas do meu coração
Ora oitava acima sol alto
Ora a chuva de um mi bordão
Ê coração esquisito
Feito as cordas do meu violão
Insatisfeito com tudo e com todos
Sempre torto de tanta paixão
Da janela da bela cidade
Hospital, cemitério e
Contramão
Da casa que agora é minha
Saudades futuras
De nova ilusão
Sunday, March 30, 2008
Tuesday, March 18, 2008
ATÉ A MANHÃ
Deus abençoe os que apostam
Os que arriscam
Os que magoam sem querer magoar
Os que amam demais
Deus abençoe toda malícia inocente
E a ausência de maldade
Toda vontade
Todo desejo
Deus abençoe os que não guardam rancor
E guarde os que tentam
Entender quem não são
Pois deles é a Lua que o amor acende
Os que arriscam
Os que magoam sem querer magoar
Os que amam demais
Deus abençoe toda malícia inocente
E a ausência de maldade
Toda vontade
Todo desejo
Deus abençoe os que não guardam rancor
E guarde os que tentam
Entender quem não são
Pois deles é a Lua que o amor acende
Wednesday, February 20, 2008
Dias Bipolares
Agora que você descobriu
Que ser feliz não é fácil
Eu desejo a você um amor assim
Real e etéreo
De dias felizes e outros nem tanto
Porque agora você descobriu
Que ser feliz não é fácil
E a vida escorre pelo canto da boca
Que ser feliz não é fácil
Eu desejo a você um amor assim
Real e etéreo
De dias felizes e outros nem tanto
Porque agora você descobriu
Que ser feliz não é fácil
E a vida escorre pelo canto da boca
Sunday, January 13, 2008
Texting
Não é fobia de altura
É a atração do abismo
Estou no meu elemento
A tempestade é o meu elemento
E aqui eu sou feliz
Não é medo da morte
É o tesão do risco
A perda é sina de quem ama
E só assim eu sou
Feliz por ter sido
Não é a certeza da solidão
É a leveza da esperança
E todas as suas toneladas
É a atração do abismo
Estou no meu elemento
A tempestade é o meu elemento
E aqui eu sou feliz
Não é medo da morte
É o tesão do risco
A perda é sina de quem ama
E só assim eu sou
Feliz por ter sido
Não é a certeza da solidão
É a leveza da esperança
E todas as suas toneladas
Wednesday, January 09, 2008
Onde
Em dias como hoje
Caras como eu
Queriam nem ter nascido
Em dias como hoje
Caras como eu
Tentam não escrever
Poemas confessionais
Em dias como hoje
Caras como eu
Queriam ainda
Poder te ligar
Em dias como hoje
Caras como eu
Já não sabem mais
Dias como hoje,
Caras como eu...
Caras como eu
Queriam nem ter nascido
Em dias como hoje
Caras como eu
Tentam não escrever
Poemas confessionais
Em dias como hoje
Caras como eu
Queriam ainda
Poder te ligar
Em dias como hoje
Caras como eu
Já não sabem mais
Dias como hoje,
Caras como eu...
Tuesday, January 01, 2008
Friday, November 23, 2007
A QUE SERÁ QUE SE DESTINA?
Entre mortos e os que ainda virão
Existimos
Criamos passados e os projetamos
No futuro
A que será que se destinam?
Nossas pequenas vidas
Com suas pequenas tragédias e
Pequenos milagres
Com sua mediocridade patética
E seus momentos de plenitude
A que será que se destina?
Eu ter amado tanto
Errado tanto
Sofrido e feito sofrer
A que se destinam?
Boas e más intenções
Rigidez cadavérica de princípios
E complacência desmedida
Com os próprios erros
A que será que se destina?
A beleza em cada pequena coisa
E a vergonha revelada
Em um estranho esplendor
A que será que nos destinamos?
A construir pontes?
A cimentar muros?
A pedir perdão um milhão de vezes?
A decepcionar quem entende tudo
E quem não entende nada?
A plantar livro e escrever árvore?
A criar um filho feliz?
Talvez...
Ou talvez apenas a passar
Sem alarde
Pelo único milagre possível
Existimos
Criamos passados e os projetamos
No futuro
A que será que se destinam?
Nossas pequenas vidas
Com suas pequenas tragédias e
Pequenos milagres
Com sua mediocridade patética
E seus momentos de plenitude
A que será que se destina?
Eu ter amado tanto
Errado tanto
Sofrido e feito sofrer
A que se destinam?
Boas e más intenções
Rigidez cadavérica de princípios
E complacência desmedida
Com os próprios erros
A que será que se destina?
A beleza em cada pequena coisa
E a vergonha revelada
Em um estranho esplendor
A que será que nos destinamos?
A construir pontes?
A cimentar muros?
A pedir perdão um milhão de vezes?
A decepcionar quem entende tudo
E quem não entende nada?
A plantar livro e escrever árvore?
A criar um filho feliz?
Talvez...
Ou talvez apenas a passar
Sem alarde
Pelo único milagre possível
Wednesday, November 14, 2007
PLEADING GUILTY (Good Intentions)
I declare myself guilty
Of loving too much
Of unacceptable love
And of murdering others' love
Towards myself
I declare myself guilty
Of deceiving and lying to myself
Of desrespecting my own feelings
And of making things worse
Whenever I tried to make them right
I accept the charges
That I did kill the hearts
Of others and my own
That I murdered beauty and innocence
In others and myself
That I shamefully killed love
In the name of love
However, I beg not for merce nor redemption
I've been doing my sentence
As quietly as I can
43 years have already been done
And many more are expected to come
And many more are expected to come
Of loving too much
Of unacceptable love
And of murdering others' love
Towards myself
I declare myself guilty
Of deceiving and lying to myself
Of desrespecting my own feelings
And of making things worse
Whenever I tried to make them right
I accept the charges
That I did kill the hearts
Of others and my own
That I murdered beauty and innocence
In others and myself
That I shamefully killed love
In the name of love
However, I beg not for merce nor redemption
I've been doing my sentence
As quietly as I can
43 years have already been done
And many more are expected to come
And many more are expected to come
Tuesday, November 06, 2007
DOR DE MENINO NESSA HORA
Nem aquilo a que me entrego
Nem alegria de cais de porto
Nem a cor do teu sorriso
Nem a tua boceta nua
Nem as flores do que quis
Nem poemas que não fiz
Nem as árvores desenhadas
Nem o meu cacete duro
Nem casinha nem varanda
Nem teus fogos e artifícios
Nem minha língua na tua
Nem mil beijos de amor
Nada me consola nessa hora,
Nada!
Só dor
Só dor de menino sem razão
Nem alegria de cais de porto
Nem a cor do teu sorriso
Nem a tua boceta nua
Nem as flores do que quis
Nem poemas que não fiz
Nem as árvores desenhadas
Nem o meu cacete duro
Nem casinha nem varanda
Nem teus fogos e artifícios
Nem minha língua na tua
Nem mil beijos de amor
Nada me consola nessa hora,
Nada!
Só dor
Só dor de menino sem razão
Saturday, October 06, 2007
Eu Vi o Dia Amanhecer em Liverpool
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
E o seu olhar estava
No meu olhar
Que já não era mais meu
Mas de um garoto
Grávido de tantos sonhos
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
Fazia sol, ventava frio
E em todo o caminho
Das docas de verdade
Feias e produtivas com seus odores
Até Albert Dock e
Seus encantos de turista
O peito daquele garoto
Estava tão cheio que
O Mersey parecia caber
E não caber nele a um só tempo
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
E já sem idade
Celebrei com o garoto
No novo Cavern
Aos goles, acordes e lágrimas de
Tantos Johns
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
E foi como se a vida,
Dolorosamente bela,
Dançasse pra mim
Uma dança de subúrbio
Do Rio de Janeiro
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
E o seu olhar estava
No meu olhar
Que já não era mais meu
Mas de um garoto
Grávido de tantos sonhos
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
Fazia sol, ventava frio
E em todo o caminho
Das docas de verdade
Feias e produtivas com seus odores
Até Albert Dock e
Seus encantos de turista
O peito daquele garoto
Estava tão cheio que
O Mersey parecia caber
E não caber nele a um só tempo
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
E já sem idade
Celebrei com o garoto
No novo Cavern
Aos goles, acordes e lágrimas de
Tantos Johns
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
E foi como se a vida,
Dolorosamente bela,
Dançasse pra mim
Uma dança de subúrbio
Do Rio de Janeiro
Eu vi o dia amanhecer em Liverpool
Monday, October 01, 2007
Em Setembro, no Velho Continente
Em setembro, no velho continente
As folhas se vão
No último dia de setembro
No velho continente
O dourado do chão
Esconde perdas irreversíveis
Que os outubros que virão
Não podem curar
Pois estamos no velho continente
E tudo só tende a se perder
Em setembro, no velho continente
No último dia de setembro
No velho continente
Algo de precioso se foi pra sempre de mim
As folhas se vão
No último dia de setembro
No velho continente
O dourado do chão
Esconde perdas irreversíveis
Que os outubros que virão
Não podem curar
Pois estamos no velho continente
E tudo só tende a se perder
Em setembro, no velho continente
No último dia de setembro
No velho continente
Algo de precioso se foi pra sempre de mim
Saturday, September 29, 2007
Tanta Gente
Tanta gente
Diferente
Protegendo a cabeça
Projetando o coração
Tanta gente
Diferente
Tanta gente
Tanta gente
Reluzente
Tantas cores
Tantos trajes
Tanta gente
Diferente
Tanta gente
Tanta gente
Tão igual e diferente
Tão central e periférica
Tantas línguas, tantos beijos
Tanta gente
Diferente
Tanta gente
Diferente
Protegendo a cabeça
Projetando o coração
Tanta gente
Diferente
Tanta gente
Tanta gente
Reluzente
Tantas cores
Tantos trajes
Tanta gente
Diferente
Tanta gente
Tanta gente
Tão igual e diferente
Tão central e periférica
Tantas línguas, tantos beijos
Tanta gente
Diferente
Tanta gente
Saturday, September 22, 2007
O Profeta
E o profeta chegou para espalhar amor
Love is all you need, little darling
Meu amor, ele é demais, nunca é de menos
Amor é pra se dar
E o profeta espalhava amor
Love, love, love
Da cabeça aos pés, sweet darling
Qualquer maneira de amor vale a pena
Mas que amor é esse
Assim só leveza
Amor sancionado é amor pesado
Feito de sombras e argolas
O profeta é o monstro
Peguem o monstro
Queimem o monstro
Love is all you need, little darling
Meu amor, ele é demais, nunca é de menos
Amor é pra se dar
E o profeta espalhava amor
Love, love, love
Da cabeça aos pés, sweet darling
Qualquer maneira de amor vale a pena
Mas que amor é esse
Assim só leveza
Amor sancionado é amor pesado
Feito de sombras e argolas
O profeta é o monstro
Peguem o monstro
Queimem o monstro
Wednesday, September 05, 2007
O Monstro
Peguem a bruxa
Queimem a bruxa
Ela ama demais
Não pode
Só pode amar um
Peguem o monstro
Queimem o monstro
Ele ama demais
Não pode
Só pode amar uma
A bruxa se chama amor
O monstro se chama amor
O amor se chama liberdade
Queimem a bruxa
Ela ama demais
Não pode
Só pode amar um
Peguem o monstro
Queimem o monstro
Ele ama demais
Não pode
Só pode amar uma
A bruxa se chama amor
O monstro se chama amor
O amor se chama liberdade
Saturday, August 18, 2007
Eu pinto a cara pra você
Dou meu corpo pra você
Decoro versos
E jogo malabares pra você
Mas você não pode ver
Não tem tempo
Está muito ocupado
Pintando a cara para alguém
Dando o seu corpo para alguém
Escrevendo versos
E vendendo seu tempo para alguém
Alguém que não tem rosto
Nem amor nem poesia
Alguém que não é como eu e você
Dou meu corpo pra você
Decoro versos
E jogo malabares pra você
Mas você não pode ver
Não tem tempo
Está muito ocupado
Pintando a cara para alguém
Dando o seu corpo para alguém
Escrevendo versos
E vendendo seu tempo para alguém
Alguém que não tem rosto
Nem amor nem poesia
Alguém que não é como eu e você
Wednesday, August 08, 2007
gente
é de gente que eu gosto
e que eu preciso
pra poder viver
gente que retribui sorriso
instintivamente
mostrando que de perto
quase ninguém é boçal
nem os arrogantes
nem os crudelissimamente violentos
dados o tempo e o espaço corretos
conseguem suprimir sua humanidade
de gente
gente que cria e recria o mundo
a cada dia
gente de quem em última análise
toda realidade depende
gente piegas como eu
ou esperta como você
gente boa e gente má
não
gente
apenas
gente
há
é de gente que eu gosto
e que eu preciso
pra poder viver
gente que retribui sorriso
instintivamente
mostrando que de perto
quase ninguém é boçal
nem os arrogantes
nem os crudelissimamente violentos
dados o tempo e o espaço corretos
conseguem suprimir sua humanidade
de gente
gente que cria e recria o mundo
a cada dia
gente de quem em última análise
toda realidade depende
gente piegas como eu
ou esperta como você
gente boa e gente má
não
gente
apenas
gente
há
Thursday, July 19, 2007
Sunday, July 01, 2007
Wednesday, June 13, 2007
são nove horas
e agora sim eu nasci
na boca tristeza de menino velho
arrancado modernamente do chão
fundador de futuros interrompidos
são nove horas
e agora sim eu nasci
e o vazio de tantas presenças
ameaça rolar do meu rosto
política de afetos
são nove horas
e agora sim eu nasci
você está aqui
onde está você?
são nove horas
e agora sim eu nasci
e agora sim eu nasci
na boca tristeza de menino velho
arrancado modernamente do chão
fundador de futuros interrompidos
são nove horas
e agora sim eu nasci
e o vazio de tantas presenças
ameaça rolar do meu rosto
política de afetos
são nove horas
e agora sim eu nasci
você está aqui
onde está você?
são nove horas
e agora sim eu nasci
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